Robson Santos

Aos 48 anos, o iguaçuano conta que, desde o começo da faculdade, percebeu que tinha escolhido a carreira certa. “Comecei trabalhando como designer gráfico, mas, no final dos anos 1990, percebi a importância das interfaces digitais. Quando terminei o mestrado, passei a atuar como professor em cursos de graduação e de pós-graduação em temas relacionados a usabilidade e design de interfaces. Uma coisa levou à outra e fui convidado para trabalhar como pesquisador sênior no Instituto Nokia de Tecnologia (INdT)”. Mudou para Manaus atuou em projetos de nível global. Com passagens também pela área de inovação em tecnologia do Banco Itaú e por algumas consultorias – além de um doutorado –, o designer foi adequando a abordagem acadêmica às reais necessidades de negócio. Um breve período fora do país o ajudou a consolidar a visão de que o verdadeiro entendimento de culturas e comportamentos é a chave para criar soluções originais e efetivas em produtos e serviços digitais. “Assumir a gerência de pesquisa e desenvolvimento em uma empresa como o Magalu é muito importante, pois existe uma possibilidade concreta de realizar estudos e elaborar propostas com foco em necessidades reais, com a possibilidade de nos anteciparmos às necessidades das pessoas, ao mesmo tempo em que entregamos valor para o negócio”. No médio prazo, o objetivo pessoal de Robson é estruturar um programa de capacitação que una inovação em design e tecnologia para jovens periféricos e fora das grandes capitais. “A ideia é permitir que as pessoas tenham uma perspectiva de atuação, resgatando os conhecimentos tradicionais e até mesmo ancestrais, e associando a tecnologia de ponta, a partir de uma perspectiva local.”

Fonte: forbes.com.br