Luís Gonzaga Pinto da Gama

Nascido  em Salvador em 1830, de mãe negra livre e pai branco, foi contudo feito escravo aos 10 anos, e permaneceu analfabeto até os 17 anos de idade. Conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos cativos, sendo já aos 29 anos autor consagrado e considerado “o maior abolicionista do Brasil”.Foi um dos raros intelectuais negros no Brasil escravocrata do século XIX, o único autodidata e o único a ter passado pela experiência do cativeiro.

Pautou sua vida na luta pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia no Brasil, contudo veio a morrer seis anos antes da concretização dessas causas. Alguns anos depois de sua morte, e em seguida à Abolição, foi fundada pelo maçom paulistano Góes e colaboração de irmãos das lojas Trabalho e Ordem e Progresso a Loja Luís Gama, com a iniciação de 25 negros. No Largo do Arouche, em São Paulo, há um busto erguido à sua memória, erigido a mando da comunidade negra por ocasião do seu centenário (1930). Em sua homenagem, em 1919, a Estrada de Ferro Sorocabana (atual FEPASA) nomeou uma de suas estações, hoje praticamente em ruínas. Também, em 2017, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco, deu o seu nome a uma de suas salas. Título de “advogado”: Advogado dos pobres, libertador dos negros. Na época dos 133 anos após sua morte, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, concedeu-lhe o título de “advogado”, uma vez que não era formado e atuava como “provisionado” ou abolicionista.

 

Fonte: wikipedia.org