Seminário Internacional Sobre Liberdade: O Legado de Luiz Gama na Luta pelos Direitos da População Negra Brasileira

Num momento em que o mundo testemunha as mais fortes demonstrações de preconceito e intolerância, o Observatório do Negro da Faculdade Zumbi dos Palmares se lança no desafio de discutir o tema Liberdade. Já em sua quinta edição, o Seminário Internacional Educação, Conhecimento, Diversidade e Ações Afirmativas discutirá o tema “Eu Quero Liberdade: O Legado de Luiz Gama  e a Luta pelos Direitos da População Negra Brasileira, que acontecerá nos dias 17 e 18 de novembro próximo, no Campus Barra Funda da UNINOVE, terá o grande desafio de responder como o ideal de Luiz Gama reverbera na vida de negros no Brasil e no mundo.

 

Luiz Gama foi um homem das letras e das ações. Filho de Luiza Mahin, grande liderança feminina negra que lutou na Revolta dos Malês e da Sabinada, nasceu na Bahia. Filho de fidalgo português, do qual se desconhece o nome, nasceu livre. Mas, com pai envolvido em dívidas de jogo, foi vendido como cativo aos 10 anos.

Ele tinha em suas veias o sangue do negro livre e fugiu do cativeiro. Serviu como soldado por seis anos e foi expulso da corporação por suposta insubordinação. Conheceu homens de letras e foi na área do Direito que descobriu as ferramentas necessárias para libertar seu povo.

Frequentou as aulas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo como ouvinte em um tempo em que aos negros era proibida a frequência em instituições de ensino. Autodidata, aprendeu nas leis os caminhos que levariam negros e negras do Brasil à Liberdade. Neste sentido, qual é a Liberdade que a população afrobrasileira, atualmente, experimenta? O Seminário, então, visa discutir as liberdades existentes.

Para dar conta de responder esta questão, a atividade, de nível acadêmico, desenvolve 12 mesas de discussão que debaterão Mulher Negra e Liberdade, Política e Liberdade, Viver em Liberdade: a Questão dos Refugiados no Brasil, Liberdade e Trabalho, Liberdade de Expressão e de Imprensa, Liberdade Religiosa, Educação para Liberdade, Violência e Liberdade e o Movimento Black Lives Matter, dos Estados Unidos. Todas as mesas acontecerão no dia 18 de novembro.

No dia 19 de novembro, a discussão será conduzida pelos jovens. O debate “A Liberdade do Corpo: Autonomia e Interdição” será mediada pela UNE com participação do Coletivo de Estudantes, Pesquisadores do Observatório do Negro da Faculdade Zumbi dos Palmares, professores da UNINOVE e todos os jovens que se interessem pelo tema.

O seminário faz parte da programação da Faculdade Zumbi dos Palmares e Afrobras – Sociedade Afrobrasileira de Desenvolvimento Sociocultural que inclui a Flink – Sampa, Festa de Literatura Étnica, nos dias 18 e 19 no Memorial da América Latina  e o Prêmio Troféu Raça Negra 2016, no dia 21 de novembro, na Sala São Paulo.

Interessados em participar dos debates podem se inscrever pelo site www.flinksampa.com.br. Inscrições GRATUITAS e com certificação.

 

Abertura do Seminário: 17/11/2016 às 19h, na Secretaria de Pessoas com Deficiência do Estado de São Paulo – Memorial da América Latina

Programação do Seminário Internacional- V Conferência Internacional Educação, Conhecimento, Diversidade e Ações Afirmativas que discutirá o tema Que Liberdade? O Legado de Luiz Gama na Luta pelos Direitos da População Negra Brasileira. – Dia 18/11/2016

Local: Campus Memorial da UNINOVE, prédio D, 8º andar.

Manhã: início às 10h término 12h30

Mesa 1: sala 819 - Política e Liberdade: garantia de direitos burlados pelas brechas da lei

Direcionamento: A Constituição de 1988 é a melhor de todas as que tivemos até hoje. Elaborada em conjunto com os movimentos sociais que pautaram as necessidades de diversas camadas da sociedade que até aquele momento eram invisíveis, ela deu conta de dar voz aos emudecidos. Direitos de indígenas, quilombolas, negros, oriundos de escolas públicas, pessoas de baixa renda, portadores de necessidades especiais, pessoas em situação de risco, enfim, todas as camadas da sociedade estão protegidos pela nossa Lei Magna. Será? Esta é a questão a ser respondida pelos palestrantes da mesa Política e Liberdade: garantia de direitos burlados pelas brechas da lei. Formada por políticos, comunicadores e representantes da sociedade civil organizada os palestrantes buscarão traçar um retrato da sociedade atual e como a lei tem tratado essas camadas sociais ainda marginalizadas.

Mediadora - Dra Maria Fernanda de Barros - Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo/USP

Palestrantes:

Dr. Humberto Adami – Mestre em Direito e Pres. da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra

Dr. Marcos da Costa – Presidente da Ordem dos Advogados de São Paulo

Dr. Dennis Oliveira - Professor Livre Docente da Faculdade de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA/USP)

Mesa 2: sala 820 - Viver em Liberdade: a questão dos refugiados

Direcionamento: Desde o final do século XIX, o Brasil ficou conhecido no mundo como o país do futuro. Abriu suas portas e recebeu imigrantes de diversas partes da Europa e Ásia. Somos um país pluricultural por conta dessas imensas populações que encontraram em terras brasileiras, a possibilidade de se estabelecer e construir suas vidas com segurança e dignidade. Mas, o fluxo de imigrantes que surge no Brasil da atualidade têm perfis diferentes. São refugiados Caribenhos, africanos oriundos da mesma diáspora que hoje buscam colo neste seio. Mas, o tratamento é desigual e tão preconceituoso quanto em tempos de escravidão. É neste contexto, que a mesa Viver em Liberdade: a questão dos Refugiados discutirá no dia 18 de novembro, às 10h, no Campus Barra Funda da UNINOVE, essa nova dinâmica social.

Mediadora: Dra. Eunice Prudente – Doutora em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP

Palestrantes:

Dr. Jacob Pinheiro Goldberg – Psicólogo, advogado, assistente social e escritor brasileiro.

Profa. Mônica Luz - Diretora de Escola - UNINOVE – trabalha as questões dos refugiados

Bruno Laskowsky – Presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo

Mesa 13: sala 821 - MEC/UNESCO pela Igualdade de Condições para a População Negra

Direcionamento: Ao longo dos anos têm sido desenvolvidas diversas políticas públicas, ações e intervenções que procuram garantir direitos e deveres das pessoas ao redor do mundo. Nesse contexto, encontramos organizações não governamentais, instituições privadas e públicas, pessoas físicas e jurídicas que abraçam ideias, propostas e intervenções que permitem aproximar as políticas públicas desse público alvo. 

Dessa forma, propomos uma reflexão e um olhar para essas ações e intervenções com uma visão voltada para o aprimoramento, (re) construção de objetivos, ideias e formas de pensar que permitam a transformação da sociedade para uma vida voltada para o ser humano.

Mediador: Prof. Ricardo Krobel - Vice-diretor geral da Faculdade Zumbi dos Palmares

Palestrantes:

Dra. Rebeca Otero – Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília, Coordenadora do Setor de Educação da UNESCO no Brasil.

Ivan Claudio Pereira Siqueira - Doutor e Mestre em Letras pela FFLCH/USP. Especialista em História da Música e História da Arte Ocidental pela Berklee College of Music - EUA. Vice-Presidente da Câmara Básica de Educação do CNE.

Priscila Fonseca da Cruz- Mestre em Administração Pública pela Harvard Kennedy School of Government. Graduada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e em Direito pela Universidade de São Paulo (USP).Presidente-Executiva (Todos pela educação)

Francisca Mônica Rodrigues de Lima – Mestranda no programa de pós-graduação, em educação pela Universidade Nove de Julho.

Juliano Custódio Sobrinho – Doutor em História Social pela USP, professor na UNINOVE, consultor da Revista Nova Escola

Mesa 4: sala 822- Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa: limite entre o que pode e o que deve ser dito na Mídia

Direcionamento: Vive-se dias de limites. Os meios de comunicação, que deveriam ser imparciais, deixam claros seus objetivos aos selecionarem as pautas diárias. Nomes politicamente corretos são criados para se falar de partes da população que devem, por interesses econômicos, ser mantidos à sombra. Ataques preconceituosos são feitos pelas redes sociais transformando a internet, potencialmente democrática, numa ferramenta a favor do ódio. A mesa Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa: limite entre o que pode e o que deve ser dito na Mídia tem o desafio de desenhar essa dinâmica criando um cenário onde seja possível entender a diferença entre a Liberdade de Expressão e de Imprensa. Profissionais acadêmicos e dos meios de comunicação se reunirão nessa mesa para discutir o papel dessa mídia e seu potencial para o bem ou para o mal.

Mediadora: Prof.ª Lina Moreira - doutoranda em comunicação social na Universidade Metodista de SP

Palestrantes:

Sérgio Lírio – Redator-Chefe da Revista Carta Capital

Luis Fernando Bovo – Editor Executivo de Conteúdos Digitais do jornal O Estado de S. Paulo

Dr Pablo Nabarrete Bastos - coordenador do curso de Comunicação, Publicidade e Propaganda da UNINOVE.

Profa. Dra. Claudia Nonato – Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da USP (ECA/USP)

Mesa 5: sala 823 - Liberdade Religiosa: do Deus que une à fé que divide

Direcionamento: Religião sempre foi assunto de difícil discussão. Levada ao limite, a fé pode criar harmonia ou dar origem a guerras. Na história do Brasil, o preconceito com as religiões de matriz africana já criou leis que tornavam seus cultos proibidos e até criminalizados. Atualmente, essas religiões ainda são perseguidas apesar do respaldo da lei que garante o direito de sua prática. Sendo o Brasil um país laico, a liberdade de cultos variados é um fato garantido e legítimo. Somos um país multicultural. Mas, o que vemos é uma incompreensão desse direito e perseguição religiosa. Sobre esta perspectiva, a mesa Liberdade Religiosa: do Deus que une à fé que divide discutirá, com a participação de jurista, acadêmicos e autoridades de diversas religiões, qual a dinâmica dessa convivência nos dias atuais.

Mediador: Dr. Hédio Silva Junior - Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP)

Palestrantes:

Dr. Amós Nascimento - Doutor em Filosofia e Professor Associado do Programa Interdisciplinar de Artes e Ciências da Universidade Metodista dos Estados Unidos

Sua Grandeza Papa Paul Kisolokele Kiangani - Autoridade religiosa de Angola

Dom Eduardo Vieira dos Santos - Bispo da Igreja Católica em São Paulo

Mesa 6: sala 824 - Violência e Liberdade: Sortilégio do Povo Negro

Direcionamento: A sociedade brasileira tem testemunhado, pelos noticiários, o quanto a violência tem tomado conta da rotina brasileira. Vimos o exército e a polícia ocupando favelas no Rio de Janeiro, ações violentas da polícia e de bandidos muito bem preparados acabando com a paz nas cidades. Assistimos, também, inertes, ao genocídio da juventude negra. Esses casos tem tomado conta dos jornais e programas televisivos que ora se mostram tocados com a dor das mães que perdem seus filhos, ora parece colocar a culpa de toda a violência em quem de fato é a grande vítima: o jovem negro. Como se fosse um estigma, a cor da pele parece determinar quem é de fato o culpado. É sobre essa violência desmedida que tem tomado conta de Brasil e Estados Unidos que a mesa Violência e Liberdade: Sortilégio do Povo Negro discutirá. Palestrantes e vítimas dessa violência estarão presentes para discutir e partilhar de suas experiências em território nacional.

Mediador: Walter Martins de Oliveira – doutorando em Educação pela UNINOVE.

Palestrantes:

Dr. Júlio Jacobo Waiselfisz - Mestre em Planejamento Educacional (UFRGS) Coordenador da Área de Estudos sobre Violência da FLACSO - Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais

Antonio Teixeira - Especialista em Filosofia Contemporânea tem atuado no IPEA em pesquisas relacionadas com as questões sobre violência contra jovens negros

Alfredo Mergulhão - Jornalista da Folha de S.Paulo, sucursal Rio de Janeiro. Autor da Matéria “Aquele Sangue era Meu"

Carlos Barros Costa - Palestrante/ testemunho- Sobre as questões de violência policial sofrida pelos jovens negros

Tarde – Início 14h término 16h30

Mesa 7: sala 819 - Mulher e Liberdade: Empoderamento em pauta

Direcionamento: Atualmente, a mulher negra tem se colocado como protagonista da própria vida. A reação ao machismo e às violências sofridas por ser mulher e negra, vem sendo percebidas em todas as instâncias. Apesar de estatisticamente ainda ser a mais frágil dentro da estrutura social, a mulher negra vem se destacando. Nos mais diversos espaços, começamos a ver a presença feminina negra. É sobre a liberdade de escolha, a liberdade em utilizar seu potencial feminino e a força de sua Eros que esta mesa se reunirá. Mulher e Liberdade: Empoderamento em pauta vem discutir os diversos papéis da mulher negra na sociedade atual.

Mediadora: Elzimar Maria Domingues - Especialista em Educação das Relações Etnico-raciais e História e Cultura Afro-brasileira e Africana

Palestrantes:

Rafael Balseiro Zin - Mestre em Ciências Sociais (PUC), pesquisador, do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política. Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores – Secretaria de Estado da Educação.

Dra. Aldenir Dida Dias - Doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP)

Dra. Enidelce Bertin Doutora em História pela Universidade de São Paulo

Dra. Sonia Guimarães - Doutora em Física pela University of Manchester Institute Of Science and Technology

Desa. Luislinda Valois - Secretária da secretária de Promoção da Igualdade Racial

Mesa 8: sala 820- Educação para Liberdade: Conhecimento quebrando grilhões

Direcionamento: Educação é o caminho para a Liberdade. Sabedores disso, os conquistadores europeus dificultaram todos os caminhos possíveis para que aqueles que eram considerados, por eles, como somente força de trabalho forçado. Sem levar em conta o desenvolvimento intelectual em que os povos africanos estavam quando da violência da captura, o não acesso à informação acadêmica deixou de fora grande massa da população afro-brasileira. Essa desigualdade já era percebida muito antes da escravidão e diversos foram os caminhos encontrados para dar o mínimo possível de acesso ao mundo das letras. Irmandades, grupos secretos e associações iniciaram o processo de letramento da população negra brasileira. Desde a década de 1940, uma das demandas mais importantes desta parcela da sociedade é justamente o acesso à Educação de qualidade. A lei 10.639/2003 vem buscar aparar algumas arestas mais ainda encontra muita resistência para ser aplicada. É neste contexto, o da discussão sobre a Educação como instrumento de libertação, que a mesa Educação para Liberdade: Conhecimento quebrando grilhões reúne profissionais comprometidos diretamente com o processo educacional como ferramenta de mudança e emancipação.

Mediador: Dr. Vander Ferreira de Andrade - Doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Palestrantes:

Macaé Evaristo - Mestre em Educação pela Faculdade de Educação - FAE/ Universidade Federal de Minas Gerais e Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais

Dr. Joseph Jones - Diretor e coordenador de Pesquisa e Assuntos Internacionais da Florida Agricultural and Mechanical University (FAMU)

Maria Inês Fini - Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Doutora em Ciências da Educação.

Prof. Dr. Jason Ferreira Mafra - coordenador do PROGEPE. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo.

Mesa 9: sala 821- Viver em Liberdade: a questão dos refugiados

Direcionamento: Desde o final do século XIX, o Brasil ficou conhecido no mundo como o país do futuro. Abriu suas portas e recebeu imigrantes de diversas partes da Europa e Ásia. Somos um país pluricultural por conta dessas imensas populações que encontraram em terras brasileiras, a possibilidade de se estabelecer e construir suas vidas com segurança e dignidade. Mas, o fluxo de imigrantes que surge no Brasil da atualidade têm perfis diferentes. São refugiados Caribenhos, africanos oriundos da mesma diáspora que hoje buscam colo neste seio. Mas, o tratamento é desigual e tão preconceituoso quanto em tempos de escravidão. É neste contexto, que a mesa Viver em Liberdade: a questão dos Refugiados discutirá no dia 18 de novembro, às 10h, no Campus Barra Funda da UNINOVE, essa nova dinâmica social.

Mediador: Prof. Marcos Antonio - Mestrando em Direito da Sociedade da Informação pela FMU; especialista em direito e cidadania; professor da Zumbi dos Palmares.

Palestrantes:

Prof. Dr. Paulo Daniel Farah - Doutor em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP).

Sylvie Debs-representante da Rede Internacional de Cidades de Refúgio (ICORN) e fundadora da rede de Casas brasileiras de Refúgio (CABRA), professora na Universidade de Estrasburgo. Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Le Mirail, de Toulouse.

Dr. Juarez Tadeu Paula Xavier - Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo - PROLAM/USP

Mesa 10: sala 822- Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa: limite entre o que pode e o que deve ser dito na Mídia

Direcionamento: Vive-se dias de limites. Os meios de comunicação, que deveriam ser imparciais, deixam claros seus objetivos aos selecionarem as pautas diárias. Nomes politicamente corretos são criados para se falar de partes da população que devem, por interesses econômicos, ser mantidos à sombra. Ataques preconceituosos são feitos pelas redes sociais transformando a internet, potencialmente democrática, numa ferramenta a favor do ódio. A mesa Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa: limite entre o que pode e o que deve ser dito na Mídia tem o desafio de desenhar essa dinâmica criando um cenário onde seja possível entender a diferença entre a Liberdade de Expressão e de Imprensa. Profissionais acadêmicos e dos meios de comunicação se reunirão nessa mesa para discutir o papel dessa mídia e seu potencial para o bem ou para o mal.

Mediador: José Maria - Coordenador do CEDOC (Centro de Documentação da Fundação Padre Anchieta da emissora TV Cultura)

Palestrantes:

Dr. Maurício Pedro da Silva - Pós-Doutor em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da USP (FFLCH).

Valéria Almeida - Jornalista trabalha atualmente no "Profissão Repórter" da TV Globo.

Valéria Almeida – Jornalista trabalha atualmente no “Profissão Reportér” da TV Globo.

Maurício Pestana - Secretário da Secretaria de Igualdade Racial de São Paulo

Profa. Monica Hayes - Diretora Curso Comunicação FAMU-EUA

Mesa 11 – sala 823 - Liberdade e Trabalho: do Querer ao Poder

Direcionamento: O mercado de trabalho no Brasil sempre teve cotas. E cotas muito bem definidas. Os trabalhos subalternos ficaram, depois da escravidão, reservados aos negros. As amas de leite, já no século XX, fizeram parte da vida das sinhazinhas nas fazendas do interior do Brasil. Os trabalhos domésticos e o biscate também ficaram ao cargo dos negros. A situação, na atualidade, não mudou muito. O que mudou foi à postura do negro dentro deste mercado de trabalho. Com a criação de escolas técnicas, os profissionais negros conseguiam se colocar melhor no mercado de trabalho. Mas, mesmo assim, ficavam longe dos cargos de chefia.

No ambiente acadêmico, as escolas particulares preparavam, e ainda preparam uma infinita maioria de brancos para cargos de chefia ou de profissões de status. Depois, o mercado de trabalho adotou certas medidas para escolher os profissionais que gostaria e chamou isso de Perfil. O negro não se encaixava no perfil de diversas profissões. Esta é a discussão central da mesa Liberdade e Trabalho: do Querer ao Poder. A mesa, composta de acadêmicos e profissionais do mercado discutirão o papel da liberdade em ser o que se deseja e das oportunidades que o mercado tem hoje para o profissional negro.

Mediador: Prof. Dr. Leonardo Borges da Cruz - Doutor em Sociologia pela UFSCar, Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Palestrantes:

Natalie Cofield (CEO)- Bacharel em Sistemas de Informação, pela Universidade de Howard, especialista em desenvolvimento de negócios, gestão geral.

Dr. Mario Lisboa Theodoro - Doutor em Economia pela Université Paris I – Sorbonne

Dr. Ramatis Jacino - Doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH/USP).

Jose Berenguer - Presidente do Banco JP Morgan

Mesa 12: sala 824 - Movimento Black Lives Matter: Comparando Liberdades e Interdições

Direcionamento: A morte da população negra é uma realidade que estampa as notícias veiculadas nos jornais e outras mídias comprovando o racismo no Mundo. Diante da barbárie vivenciada, vemos que embora tenham passado desde a abolição, mais de um século, pouco se mudou no que se refere à situação da População Negra na sociedade. Conforme dados da Anistia Internacional “Matou-se mais no Brasil do que nas doze maiores zonas de guerra do mundo.” Discutir sobre o racismo e o preconceito é necessário para combater o impacto negativo da escravidão e da colonização e suas consequências para a população negra. Se colocar à reflexão sobre esse problema social e buscar a superação do preconceito nas relações humanas é necessário para ir além da legislação, trilhando o caminho da conscientização e a educação.

Mediador: Dra. Cynthia Hopson (Director of the Black College Fund)

Palestrantes:

Mr. Joe Beasley - Presidente da Fundação Joe Beasley e diretor regional da Rainbow/PUSH Coalition

Mr. Meldon Hollis - Representante das HBCU's nos Estados Unidos.

Mr. Reginald McGhee - Advogado, Coordenador de Admissão e Bolsas de Estudos da Howard University.

Dr. James Gomez - Diretor para Assuntos Internacionais da Rainbow/PUSH

Professor Doutor Richard Freeman - USA - Co-Diretor do Programa de Trabalho e Worklife na Escola de Direito de Harvard

Mesa 14: sala 825 - SECADI - Ações afirmativas para estudantes negros e indígenas na educação superior

Direcionamento: Educação é o caminho para a Liberdade. Sabedores disso, os conquistadores europeus dificultaram todos os caminhos possíveis para que aqueles que eram considerados, por eles, como somente força de trabalho forçado. Sem levar em conta o desenvolvimento intelectual em que os povos africanos estavam quando da violência da captura, o não acesso à informação acadêmica deixou de fora grande massa da população afro-brasileira. Essa desigualdade já era percebida muito antes da escravidão e diversos foram os caminhos encontrados para dar o mínimo possível de acesso ao mundo das letras. Irmandades, grupos secretos e associações iniciaram o processo de letramento da população negra brasileira. Desde a década de 1940, uma das demandas mais importantes desta parcela da sociedade é justamente o acesso à Educação de qualidade. A lei 10.639/2003 vem buscar aparar algumas arestas mais ainda encontra muita resistência para ser aplicada. É neste contexto, o da discussão sobre a Educação com um meio de ação afirmativa e as relações étnico raciais, que a mesa Educação para as relações étnico raciais e ações afirmativasreúne profissionais comprometidos diretamente com o processo educacional e políticas públicas afirmativas como ferramenta de mudança e emancipação.

Mediadora: Bárbara da Silva Rosa - Técnica em Assuntos Educacionais na Coordenação Geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais da SECADI/MEC

Palestrantes:

Rita Gomes do Nascimento - Pós-Doutoranda no Programa de Estudos Posdoutorais (PEP) da Universidad Nacional Tres de Febrero/Argentina (UNTREF/AR). Professora da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (SEDUC). Diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais (SECADI/MEC).

Anari Braz – doutoranda do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Indígena Pataxó/BA. 

Nakiiely Arantes - estudante Universidade de Brasília, representando o movimento negro.

Antonio Carlos Malachias (Billy)- Representante do fórum nacional de educação, Graduado e Mestrado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro - NEINB/USP.

Encerramento: 18/11/2016 às 17h acontecerá o ato Black Lives Matter too Brasil, Campus Memorial da UNINOVE (auditório).

Contextualização: Black Live Matter too Brasil.

Este ano o observatório do negro em seu V seminário internacional da origem a campanha Black Lives Matter too Brasil, na 4ª edição da Flinksampa 2016. O movimento Black Lives Matter (“As vidas dos negros importam”, BLM) é um movimento social/político se propõe a resistir e lutar contra todas as ações que dizimam a população negra, seja por meio da truculência policial, por fatores econômico, culturais e políticos.

O evento contará com a elaboração de um documento no qual será elencado questionamentos relevantes da sociedade civil no que diz respeito à população negra.

A morte da população negra é uma realidade que estampa as notícias veiculadas nos jornais e outras mídias comprovando o racismo no Mundo.  Diante da barbárie vivenciada, vemos que embora tenha se passado mais de um século, desde a abolição, pouco se mudou no que se refere à situação da População Negra na sociedade. Conforme dados da Anistia Internacional “Matou-se mais no Brasil do que nas doze maiores zonas de guerra do mundo.” Mais do que discutir sobre o racismo e o preconceito é necessário desenraizar a dominação colonial e suas consequências para a população negra. Se colocar à reflexão sobre esse problema social e buscar a superação do preconceito nas relações humanas é necessário para ir além da legislação, trilhando o caminho da conscientização e a educação.

Estratégias e ações:

  • Promover pesquisas, contribuir para construção de ações e diretrizes e solução contra a violência acometida a população negra;          
  • Lançar o “Morto Negro” (medidor de mortes da população negra)
  • Realizar protestos e manifestações não violentos;
  • Denunciar todo e qualquer tipo de discriminação, racismo e violência contra a população negra;
  • Incentivar e (re) construir o movimento de libertação da população negra;

Fóruns de Debate – dia 19/11/2016- Manhã: 10h. Local: Anfiteatro da Faculdade Zumbi dos Palmares.

Endereço:Av. Santos Dumont, 843 - Armênia, São Paulo - SP, 01101-080.

Fórum Liberdade do Corpo: Autonomia e Interdição

Direcionamento: A intolerância tem perpassado diversos aspectos nas sociedades contemporâneas. As liberdades religiosas, de raça, de gênero e de cultura têm sido frontalmente atacadas. O desrespeito pelo que se chama “diferente” (leia-se “diferente” tudo aquilo que está fora do modelo hegemônico imposto) é marginalizado e atacado de forma violenta.

Não entender as diversidades é fechar os olhos para as mudanças sociais e comportamentais e perder o trem da história. Uma das questões mais problemáticas enfrentadas pelos jovens, na atualidade, é a relacionada com a questão de gênero.

Buscando a liberdade sexual, diversos modos de se relacionar surgiram e a sigla LGBTI traz em si um universo ainda pouco conhecido. Jovens lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais negros estarão unidos discutindo a realidade que une racismo e as questões de gênero na busca por argumentos que fortaleçam ainda mais sua busca por um “seu-lugar”.

Palestrantes:

Prof. Dr. Emerson da Cruz Inácio - Doutorado em Letras (Letras Vernáculas/ Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Augusto Oliveira - Representante da UNE e Presidente da Cadeira LGBT

Carla Jesus - Representante da UNE e participante da Cadeira LGBT representando o Movimento de Mulheres Lésbicas

Thiago Costa; Professor e Mestrando em Educação Física, pela Uninove.

Fernando Quaresma - Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

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