O que rolou na Semana da Pedagogia

Aconteceu de 17 a 21 de outubro - 19h00min as 22h00min "O negro na sociedade brasileira: Educação, racismo e direitos"
 
Apresentação Nos dias de hoje, encontramos um campo fértil de debates e produções científicas contemplando às questões étnico-raciais e seus desdobramentos. Grandes universidades vêm organizando eventos para fomentar discussões dessa temática e a Faculdade Zumbi dos Palmares, constituindo-se enquanto uma das maiores instituições que busca oportunizar o acesso da população afro-brasileira no ensino superior, não poderia deixar de dar sua contribuição.
Historicamente, o racismo foi sendo construído na sociedade brasileira pelas elites econômicas e culturais que não estavam dispostas a negociar o seu lugar privilegiado na hierarquização da sociedade que se estabeleceu desde o período colonial. Essa hierarquização ainda reverbera no seio social do nosso país, assim como o próprio racismo. Nas relações sociais, percebemos práticas racistas em diferentes esferas da sociedade, como estádios de futebol e outras praças esportivas, nas escolas, na rede mundial de computadores (Internet), entre outras. Sabemos ainda que a população negra nunca entregou-se passivamente, a luta e resistência sempre esteve presente nas trajetórias negras. Essa parcela da população percebeu a necessidade de organizar-se coletivamente (cultural, intelectual, politicamente) em busca dos seus direitos. Destas ações, algumas conquistas foram feitas e uma delas é de especial destaque: a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio. Embora saibamos que sua implementação ainda está longe de ser a ideal, a lei permitiu que voltássemos nossas forças para a formação de professores acerca da temática, possibilitando que as práticas pedagógicas, cada vez mais, sejam contempladas pelas questões étnico raciais. Além disso, percebe-se um início de um processo de descolonização do currículo nas escolas. Entendemos que o caminho para a reversão do racismo na sociedade brasileira passa pela Educação. Portanto, o curso de Pedagogia da Faculdade Zumbidos Palmares promoverá esse encontro para discutir de que maneira as relações étnico raciais estão sendo trabalhadas nas escolas e como os movimentos negros da contemporaneidade estão organizados na busca por direitos dessa população, assim como pensar a luta por conquista de direitos que contemplem a população negra brasileira.
Objetivos: Promover discussões e reflexões sobre a educação voltada para a população negra; Propiciar uma integração entre docentes, discentes da IES e professores, professores coordenadores e diretores das diversas instituições de ensino da região; Promover a divulgação dos trabalhos desenvolvidos pelos discentes da IES.
Cronograma:
Dia 17 de outubro – abertura com mesa redonda
Profa. Celia Magalhães de Souza – coordenadora do curso de Pedagogia
Ronny Max Machado – Tema: Direito e Politicas Públicas: O Papel do Direito a Educação como instrumento emancipatório na Sociedade Brasileira - mestrando em Direito da Sociedade da Informação do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas; Professor Monitor da Faculdade Damásio dos Cursos de Pós Graduação em Processo Civil, Constitucional Aplicado e Direito do Consumidor e Advogado em São Paulo.
Thomas A F Almeida - Tema: Educação e Inclusão: perspectiva jurídica - Doutorando em Direito Constitucional pela PUC-SP – Procurador Federal.
Maria Luzia de Góis Silva – Tema: Analisar o livro didático é sempre um ato político e pedagógico - Licenciada em Pedagogia e História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guarulhos; Pós-graduada em Didática do Ensino de História Pela UNICAMP.
Dia 18oficina
Trançando o Saber o Jenniffer Augusto da Silva Cornelio, Faculdade Zumbi dos Palmares – Ana Paula Evangelista Neris, Faculdade UNICSUL – Membros do Coletivo Império Candece - Arte e Educadora mulheres jovens do movimento Negro.
Dia 19 – oficina
Contação de Histórias o Alessandra Bernardini – especialista em Neuropsicopedagogia o Katia Buscaratti – especialista em Psicopedagogia o Tema: A arte de contar e encantar por meio das Histórias
Dia 20 de outubro Sessões de comunicação
Sala 23 – Contação de Histórias – Profa Celia – coordenadora da sala / alunos: Maria Fatima Pereira; Nivaldo Nicolechi; Gilmara S. da Cruz; Neusa Moreira de Oliveira; Adriana de Souza; Eula Paula da Silva Fernandes.
Sala 24 – Diversidade e Inclusão – Profa. Ludmila – coordenadora da sala / alunos: Ana Lucia Fernandes; Thayná Carolina Montevaim; Claudia Borges Sena; Monica Oliveira Cavalcanti; Amanda Rodrigues Paiva; Veronica Carlos da Silva; Nalzira Casemiro.
Sala 25 – Trançando o saber – Profa. Roberta – coordenadora da sala / alunos: Juliana de Abreu Morais; Jenniffer Augusto da Silva Cornelio; Eduardo R. Santos; Emmanuele Soares da Silva.
Sala 26 – Atividades Lúdicas – Profa. Larissa – coordenadora da sala / alunos: Maria Aline Soares de Oliveira; Karina Gertrudes Estevam; David de Souza
Dia 21 de outubro o Confraternização
Resumo dos temas e oficinas
Mesa redonda: o O objetivo dessa mesa é trazer uma discussão e reflexão sobre os pilares da educação brasileira com base nas representações dos livros didáticos e ilustrações neles contidas; atuação da promotoria e diversos órgãos em relação ao cumprimento da legislação relacionada a inclusão, permanência, atendimento, infraestrutura nas escolas públicas; as políticas públicas implantadas e implementadas que propiciam uma educação de qualidade
Oficinas: Contação de histórias – é pela contação de histórias que a criança cria, imagina, visualiza situações reais, o que propicia a organização do pensamento. A história representa um vasto campo dentro de uma escola, desenvolve a linguagem, auxilia na criação de bons textos, cria possibilidades pedagógicas criativas e estimulantes para concentração do aluno.
Trançando o cabelo - O corpo humano constitui uma maneira de expressar a trajetória de vida de cada um, culminando em sua história através de suas escolhas, podendo estas serem diagnosticadas através das vestes, do modo de andar, de falar assim como, o estilo do cabelo, constituindo desta forma, uma maneira de expressar suas opções culturais, sociais e políticas. Podemos dizer que o corpo é construído socialmente, biologicamente e simbolicamente dentro da cultura e da história á qual o indivíduo está inserido. (disponível em: http://www3.ufrb.edu.br/ebecult/wp-content/uploads/2012/05/Cabelo-Cabeleira-Cabeluda-Descabelada-A-importa%C3%83%C3%87ncia-do-cabelo-na-constru%C2%8D%C2%8Bo-da-identidade-da-rac%C3%8C%C2%A7a-negra.pdf). Diante do exposto, essa oficina objetiva trazer reflexões sobre a construção da identidade por meio das diversas formas de interação e representações do indivíduo dentro do seu contexto social.
Produção e organização: Profa. Célia Magalhães de Souza – coordenadora da pedagogia / corpo docente e discente.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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