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CEPAL realiza balanço com países latino-americanos e evidencia a discrepância socioeconômica entre negros e brancos

 

O novo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) afirma a discrepância entre o número de pessoas negras e brancas que compõe a população periférica. A análise foi realizada em cima de quatro países latino-americanos: Brasil, Uruguai, Peru e Equador.

O Panorama Social da América Latina de 2016 revelaram os seguintes números: 33% das pessoas que compunham o grupo que apresentavam menor renda eram negros no Brasil enquanto 16% do mesmo grupo não se declarava afrodescendente. O Uruguai mostrava o maior abismo: 50% das menores rendas correspondiam às pessoas negra e, para os não negros, essa proporção era de 27%.

A gravidez na adolescência é outra manifestação de desigualdade em que jovens afrodescendentes desvantagem apresentam desvantagem. Os dados do recenseamento mostram que a porcentagem de mães afrodescendentes com idade entre 15 e 19 anos permanece alta e, em 7 de 10 países, excede o número de adolescentes não-afrodescendentes na mesma situação.”

Os mesmos dados foram levantados também no Equador, onde 34% das menores rendas equivaliam à população negra, mas o número mudava para 22%, quando o assunto eram as pessoas de mesma renda, que se consideram brancas. No Peru, a proporção de 20% estava associada aos negros e 13%, não negros.

Seguindo a mesma lógica, as pessoas que compunham o grupo daqueles com maiores rendas não eram afrodescendentes nos quatro países latino-americanos que participaram da pesquisa da CEPAL. Segundo No Brasil, os brancos são 24% destas pessoas, enquanto a parcela negra é de apenas 8%. O documento afirma que estas diferenças impactam diretamente a população negra na questão de saúde, educação e trabalho. Falando em trabalho, no Brasil, as mulheres afrodescendentes que trabalham como domésticas são o dobro , se comparadas ao número de mulheres brancas.

A CEPAL afirma que países como Brasil e Uruguai, que vivenciam as maiores desigualdades nas regiões pesquisadas da América Latina “põe em evidência que inclusive países que implementaram políticas de saúde integrais e universais para a atenção de jovens, incluindo aquelas dirigidas à redução da gravidez não desejada na adolescência, não foram capazes de superar a desigualdade étnico-racial”.

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