Erica Malunguinho

Erica Malunguinho da Silva (Recife20 de novembro de 1981) é uma educadoraartista plástica e política brasileira. É filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em 2018, elegeu-se deputada estadual por São Paulo, sendo a primeira mulher transexual da Assembleia Legislativa de São Paulo. Erica é mestra em estética e história da arte pela Universidade de São Paulo (USP) e criadora da Aparelha Luzia, um espaço para fomentar produções artísticas e intelectuais na capital paulista. Nascida Erickson Justino da Silva em 20 de novembro de 1981 em Recife. O sobrenome “Malunguinho” refere-se ao culto a Jurema Sagrada, uma entidade das florestas de Pernambuco em Catucá. O termo “Malungo” é usado por descendentes de africanos da família Bantu para significar “camarada” ou “companheiro”.

É assim que os escravizados referem-se a outra pessoa que, como eles, atravessou o oceano e começou uma nova vida. Sua mãe, a única educada na família, trabalhava como enfermeira para apoiar Erica, seus irmãos e os demais membros da casa. Erica cresceu imersa na cultura negra e indígena.Após o ensino médio mudou-se para São Paulo  com a ideia de se reinventar. Na capital paulista começou a se entender como uma mulher trans. Nos anos seguintes, Erica frequentou a Universidade de São Paulo, cursando mestrado em estética e história da arte. Trabalhou como artista plástica e produziu fotografia, performances, escritos e desenhos.  Erica também passou os últimos quinze anos trabalhando como ativista e educadora. Trabalhou na formação de professores das esferas pública e privada em temas relacionados à arte, cultura e política. Em 2016, transformou seu estúdio de arte no centro cultural e político Aparelha Luzia. 

Foi concebido como um “quilombo urbano” e rapidamente tornou-se conhecido como um dos espaços culturais negros mais influentes e importantes do Brasil. Um quilombo é uma sociedade brasileira “marrom” que simboliza o primeiro ato de resistência à escravidão. Hoje, os quilombos geralmente são comunidades negras rurais que mantêm sua herança e cultura africana e suas lutas contra o racismo. Aparelha Luzia é visto como um dos mais proeminentes centros de resistência negra, reunindo negros para encontrar abrigo contra o racismo que enfrentam diariamente. Além disso, também é considerado um local para apresentar produções artísticas e intelectuais com o objetivo de difundir a produção cultural e política da negritude. O quilombo também abriga festas, cursos, formações, debates, aniversários e é um local para os negros se conectarem e se concentrarem em questões negras. 

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre