Carlos Eduardo da Silva

Filho de descendentes de escravos que trabalhavam em uma fazenda histórica em São Carlos (SP), a vida de Carlos Eduardo da Silva, supervisor de EHS (Meio Ambiente, Saúde e Segurança, na sigla em inglês) na Electrolux, começou neste local, onde cresceu e desenvolveu uma paixão pelo meio ambiente. Trabalhava meio período e usava o dinheiro que ganhava para fazer o curso técnico de mecânica durante o período da manhã. Logo no início começou a entender as barreiras que enfrentaria: “É nítido que o racismo perdura em pessoas que ainda vivem do passado. Eu preciso me esforçar “n” vezes mais do que uma pessoa branca para provar que sou capaz. Infelizmente é uma realidade ainda vivida no atual momento. Meu pai sempre falava: haverão momentos na sua vida que você vai ter que ser sempre 200% por causa da sua cor de pele”. Percebi que este mundo da cidade trazia muito preconceito de ver um negro ocupando um cargo de confiança. Mas nesta altura do campeonato eu não mais olhava pelo retrovisor e sim para frente com visão mais ampla do que eu queria para minha vida”. Passou a trabalhar na área de manutenção com os projetos e acompanhamento de obras civis. Investiu então mais seis anos para concluir o curso de Engenharia Civil e, posteriormente, investiu mais dois anos na especialização de Engenharia de Saúde e Segurança do Trabalho. Hoje, na Electrolux, onde está há 28 anos, lidera programas que buscam trazer uma abordagem inovadora à saúde e bem-estar das pessoas. Tem entre seus objetivos pessoais uma imersão para fluência no inglês, bem como ser ativo no comitê de diversidade racial da Electrolux. “Quero colaborar nas tomadas de decisão no processo de inclusão e disseminação de um ambiente de trabalho diverso, que pode ser mais rico e inovador, com ideias e culturas se conectando a todo instante através das pessoas”. 

Fonte: forbes.com.br